Pode realmente um SHIH TZU morrer devido cirurgia de castração?

Os benefícios e riscos da castração do shih tzu- Diferentemente dos humanos, os shih-tzu não correm perigo de ter depressão após o procedimento.

Castrar um animal de estimação é uma prática comum para se evitar filhotes indesejados e um comportamento desagradável pela casa.

Benefícios da castração do shih tzu


 Os shih tzus castrados têm menor probabilidade de urinar e roer a mobília, assim como de escapar, percorrer o bairro e ser atropelado. Mas, como é a sensação para os bichinhos? A cirurgia também pode afetar o estado mental ou emocional deles?

Segundo a professora de clínica veterinária da Unigranrio Ana Crissiuma Juppa, alguns animais podem ficar mais tranquilos e caseiros, mas isso não é regra.

Ela explica que um estudo realizado na universidade mostrou que o principal motivo que levava proprietários a castrarem os shih-tzu machos era para que os animais reduzissem a marcação de território.

Mas, diferentemente dos humanos, que podem até ter depressão após procedimentos desse tipo, os shih-tzu não “sofrem” após a intervenção.

Ana Crissiuma lembra que os bichos não devem ser equiparados aos seres humanos nesse julgamento, já que eles não têm, como nós, uma perspectiva direta de que estão castrados e que não são mais aptos à reprodução:

“Não existe o aspecto social e psíquico que lhes impõem um determinado tipo de comportamento sexual ou estereótipos. Dessa forma, convivem muito bem com o fato de estarem castrados, uma vez que não têm consciência de que esse passou a ser o seu status reprodutivo”

Quando a castração das fêmeas é realizada antes do primeiro cio há uma redução importante nas chances de o animal vir a desenvolver câncer mamário.

Mas, quando realizada depois do primeiro cio, não há influência tão importante na prevenção da doença.

Quando considerados os benefícios da castração em machos, o procedimento obviamente reduz a chance de ocorrência de hiperplasia de próstata e tumor testicular.

Riscos da castração

  • Os riscos do procedimento, no entanto, não podem deixar de ser considerados. Veterinário ressalta que, além do ato cirúrgico em si, há risco de incidência de obesidade, por exemplo, por causa da supressão hormonal. 
  • Ana Crissiuma lembra que, por mais desenvolvidas que estejam as técnicas de anestesia e cirúrgicas, intercorrências podem correr, mesmo quando todos os cuidados pré, trans e pós operatórios são adequados, pois é preciso considerar as respostas individuais de cada paciente:
  •  ”Quando os procedimentos são realizados em animais muito jovens, pode ocorrer interferência parcial no desenvolvimento corporal desses animais. 
  • Alguns podem apresentar ganho de peso um tempo após o procedimento. Isso ocorre principalmente quando o manejo dietético não é adequado ou quando o paciente tem alguma desordem hormonal predisponente”.

Fonte: Opiniao e Noticia