Hidrocefalia em cães

  Definição

É uma dilatação anormal do sistema ventricular devido há um aumento no volume do liquor (líquido cerebroespinhal). Pode ser simétrica ou assimétrica. Pode acometer todo o sistema ventricular cerebral ou somente os elementos próximos ao local da obstrução do sistema ventricular.

Predisposição
Pode ser adquirida em qualquer raça de gato ou cachorro.
Não há predisposição sexual, acometendo tanto machos quanto fêmeas. 


Há predisposição genética para cães pequenos (toys) e braquicefálicos (focinho curto) como: 
  • Bulldogs
  • Chihuahuas
  • Maltês
  • Lulus da Pomerânia
  • Poodles Toy
  • Yorkshire Terriers
  • Lhasa Apsos
  • Cairn Terriers
  • Boston Terriers
  • Pugs e Pequineses
Existe uma predisposição hereditária em gatos siameses através de um gene autossômico recessivo.

Ela pode ser Congênita ou Adquirida
  • A hidrocefalia pode ser congênita (cão já nasce com o problema) ou adquirida. No caso da congênita, a manifestação pode ser notada nos primeiros dias de vida até 1 ano de idade. 
  • Caso tenha sido adquirida pode ser manifestar em qualquer idade causada por outro problema primário como doenças inflamatórias ou presença de tumores intracranianos. A hidrocefalia congênita, é muito vista em ninhadas de bulldog inglês e francês na rotina clínica.
Causas
A causa mais comum de hidrocefalia em animais jovens é defeito congênito ou seja, ele já nasce com esse problema que vai se agravando já nos primeiros meses de vida.

Nos animais jovens, o liquido acumula-se no cérebro distendendo os ossos ainda moles do crânio, observando um aumento da parte frontal da cabeça. Essa compressão faz com que os olhos fiquem mais saltados, mostrando inclusive a parte branca (esclera) dos olhos.
As causas de hidrocefalia em animais jovens incluem: 
  • defeitos congênitos, 
  • infecções, 
  • trauma perinatal (quedas e pancadas na cabeça)
  • tumores do sistema nervoso central.
Sinais Clinicos:
- A forma congênita é reconhecida em filhotes com 2 a 3 meses de idade. Além da deformidade em crânio (tamanho aumentado da cabeça e a presença de fontanelas abertas e palpáveis), e estrabismo ventrolateral (figura abaixo), observam-se sinais neurológicos variáveis como:
  • dificuldade de aprendizagem
  • episódios de comportamento anormal
  • demência, 
  • dificuldade de locomoção, 
  • tetraparesia em casos graves
  • cegueira cortical
  • surdez 
  • padrões respiratórios anormais 
  • vocalização (chora bastante)
  • estupor 
  • sonolência excessiva 
  • crises convulsivas 
  • andar desajeitado e cambaleante. 
  • inclinação da cabeça. 
  • movimentos anormais dos olhos (nistagmo), além dos olhos “saltados”.
- Os animais mais velhos, com hidrocefalia secundária mais comumente apresentam alterações decorrentes da causa primária.
   
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, histórico e exames complementares como radiografia craniana e/ou análise do líquido cerebroespinhal, ultra som e confirmando com exame de tomografia. A avaliação com o Veterinário Neurologista é recomendado.


Tratamento
O tratamento a ser ministrado pode ser cirúrgico ou conservador, conforme estado geral do filhote e grau da hidrocefalia. 

Prognóstico
A forma congênita leve apresenta prognóstico bom. No entanto, o prognóstico é reservado em casos de hidrocefalia severa com comprometimento das funções nervosas do filhote.
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Frank, que é uma mistura da dachshund com chihuahua e ajuda crianças que sofrem da mesma doença.
O cachorro Frank tem hidrocefalia. (Foto: Reprodução / Pet MD)
O cachorro Frank tem hidrocefalia. (Foto: Reprodução / Pet MD)