Tratamento para Dermatite Seborreia em cães


Dermatite Seborreia conhecida como seborreia canina, umas das piores alergia que um cachorro pode ter, essa alergia, a seborreia canina, deixa o cachorro com cheiro muito forte, que pode ser um incomodo para você e para seu cão.

Há dois tipos distintos de seborreia canina:

1- Seborreia Primária

2 - Seborreia Secundária

A seborreia canina ainda não foi a descoberta a cura para ela, apenas tratamento. Banhos com produtos à base de própolis, e entre outros que tem no mercado, a seborreia canina além de afetar a pele do cão também deixa um mau cheiro muito forte, mais com banhos frequentes, você nem ira notar esse mau cheiro devido a seborreia canina. Abaixo tem um post muito interessante.
Ceratinização é o processo fisiológico que ocorre na pele onde as células mortas da epiderme, são substituídas por novas células. Nos cães normais, este processo acontece cada 22 dias.

Seborreia canina

A seborreia é uma doença causada por um defeito neste processo de ceratinização, onde ocorre uma mudança na espessura dérmica e o processo que era "invisível" a olho nu passa a ser visível pela esfoliação do extrato córneo.  Existem várias causas para a seborreia que podem alterar fases diferentes do processo de troca: proliferação, diferenciação, descamação ou combinação dessas.
A seborreia canina pode ser primária, ou seja, sem causa de base e com fator congênito/hereditário envolvido, ou secundária, onde existe uma doença de base levando ao problema. As raças comumente afetadas pela seborreia primária, são: Basset Hound, Dachshund, Labrador, Cocker Spaniel, Shar Pei, Pastor Alemão entre outras. Já as causas secundárias inclui várias doenças sistêmicas como hipotireoidismo, síndrome cushing, leishmaniose, desequilíbrios nutricionais  e outras doenças de pele como atopia, malasseziose, sarnas e várias outras. Banhos excessivos com produtos fortes, também pode predispor.

Além da classificação de origem da seborreia, ainda podemos classificá-la como*:

1. Seborreia Seca: caracterizado principalmente pela observação de escamas e caspas no corpo do animal, consequência do ressecamento da pele e pelagem, que pode tornar-se áspera e quebradiça.

2. Seborreia Oleosa: o odor forte e a pele e pelagem oleosas são as principais alterações notadas.

3. Seborreia Mista: o animal apresenta tanto alterações da seborreia seca como da oleosa, em maior ou menor intensidade.

*Vale ressaltar que estes termos estão em desuso, e os termos atualmente utilizados são disqueratose e untuosidade.
 
Os sinais clínicos da seborreia variam de acordo com o tipo, como foi citado anteriormente, e de acordo com a doença de base, quando presente. Não é incomum que cães com seborreia apresentem também otite, principalmente no caso da seborreia oleosa. Por alterar a superfície da pele, o cão com seborreia está mais prediposto a infecções de pele e ouvido causadas pelos próprios miocrorganismos que vivem normalmente na pele dos cães saudáveis, como bactérias, levando as piodermites e a Malassezia, levando a malasseziose concomitantes.  Geralmente a seborreia por si só não causa coceira intensa, porém na presença de infecção secundária o cão poderá apresentar.

O diagnóstico da seborreia é basicamente clínico, pela presença dos sinais clínicos, fatores predisponentes (como raça e doença de base) e exclusão de outras possibilidades.  Na presença de infecções secundárias, se faz necessário a citologia.

O tratamento visa restabelecer este descontrole no processo de troca celular. No caso da seborreia secundária é imprescindível que a causa do problema seja diagnosticada e tratada de modo adequado, uma vez tratado, os sinais de seborreia se resolvem em 30 a 60 dias.

Dermatite Seborreica e os Frenchies

            

Dermatite Seborréica, várias apresentações da mesma doença

E se acontecer ao meu frenchie?


A renovação epitelial é uma constante e se apresenta como um sofisticado mecanismo de perda e reposição tecidual. No cão a cada 22 dias, em média, as células que revestem o extrato córneo morrem e são renovadas. Essa descamação é praticamente imperceptível  na pele saudável e íntegra. Quando o delicado equilíbrio entre a morte e a renovação é quebrado, a descamação do epitélio morto torna-se visível a olho nu. (1)
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Dermatite Seborréica (DS) é uma forma cutânea crônica, recidivante e geralmente leve de dermatite que pode se  apresentar como discreta descamação até um pioderma profundo, mais severo. (2,3)
 
  Sinais

- aumento excessivo da descamação cutânea (caspas), FOTO 1;

- crostas que se destacam juntamente com os pelos podendo exalar odor característico de gordura rançosa, FOTO 2;

- as crostas ao se destacarem podem mostrar pele muito vermelha e irritada que aos poucos poderá se tornar mais espessa adquirindo aspecto de “pele de elefante”, FOTO 3;

- oleosidade abundante tornando a pelagem lustrosa e pegajosa;

-* pelagem seca, fina e opaca .

                   
FOTO 1- Caspas denotando aumento de descamação



             
FOTO 2- Crostas de destacando juntamente com os pelos
FOTO 3- Pele muito irritada logo após as crostas serem destacadas

  Tipos de seborreia canina:

1- Seborréia Primária
É uma desordem hereditária da queratinização. Algumas raças são mais predispostas como o Cocker Spaniel Americano, Springer Spaniel Inglês, West Highland Terrier, e Basset Hound. Os primeiros sinais costumam surgir na infância e tendem a piorar com a idade (2). Vale lembrar que uma forma precoce pode ocorrer em neonatos, quando a transferência transplacentária de andrógenos maternos estimula o crescimento das glândulas sebáceas do bebê não havendo correlação com a forma hereditária da doença.
 
2 - Seborréia Secundária
  • Pode tanto afetar indivíduos saudáveis como acompanhar ou ser agravada por condições e agentes oportunistas como bactérias, fungos e ácaros.
    Sua causa é desconhecida, mas algumas condições são apontadas como possíveis agentes desencadeantes.


Possíveis Causas da Seborréia Secundária em Cães

Infecções

  • Pioderma
  • Dermatofitoses, micoses
  • Dermatite por Malassezia
  • Leishmanioses
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Alergias
  • Dermatite por picada de pulga
  • Atopia
  • Hipersensibilidade alimentar

-------------------------------------------------------------- Hormonais
  • Hipotireoidismo
  • Hiperadrenocorticismo
  • Alterações nos hormônios sexuais
  • Diabetes mellitus
--------------------------------------------------------------
Parasitas
  • Demodicose
  • Escabiose (sarna sarcóptica)
  • Cheyletielloses (causado por um ácaro de minúsculo de cerca de 380µ)
  • Pediculose
  • Octodects spp
-------------------------------------------------------------- Nutricional
  • Dermatose responsiva ao zinco
  • Dermatose responsiva à vitamina A
  • Dieta pobre ou mal balanceada
  •  Regimes de emagrecimento ou dietas restritivas de ácidos graxos
-------------------------------------------------------------
Imuno mediada
  • Pênfigo foliáceo
  • Pênfigo eritematoso
  • Lúpus eritematoso discóide
  • Lúpus eritematoso sistêmico
  • Reação cutânea a drogas (Síndrome de Stevens-Johnson)
  • Adenite sebácea
-------------------------------------------------------------
Metabólicas
  • Síndromes disabsortivas e má digestão
  • Dermatite superficial necrótica
------------------------------------------------------------- Neoplasias
  • Linfoma cutâneo epiteliotrófico.
------------------------------------------------------------- Ambientais e de manejo
  • Clima frio e seco
  • Excesso de banhos e uso de produtos inadequados
  • Dermatite de contato (reação inflamatória induzida por agentes químicos, físicos ou biológicos)
  • Obesidade
  • Estresse 
  • Estresse pós cirúrgico 

 Tabela adaptada do livro Small Animal Dermatology- Second Edition 2004


DS não é uma doença das glândulas sebáceas, nem representa necessariamente um aumento na taxa de excreção de sebo, no entanto elas parecem ser necessárias para o desenvolvimento da dermatite seborréica.  Prova disso é a predileção por áreas do corpo com grande concentração de glândulas sebáceas e onde elas são maiores como:
  • patas e espaços interdigitais;
  • face;
  • axilas;
  • porção ventral do pescoço;
  • abdomem;
  • dobras cutâneas, áres intertriginosas;
  • canal auditivo externo;
  • área anogenital.
Lesão seborréica na virilha
Dermatite seborreica com importante acometimento do ouvido



Axila
Normalmente todo o corpo estará envolvido em algum grau.
As glândulas sebáceas podem desempenhar um papel permissivo na patogênese da DS, possivelmente através da criação de uma base favorável para o crescimento de fungos do gênero Malassezia.
Uma evidência indireta para o papel de Malassezia na DS deriva da observação de que a maioria das drogas de escolha apresentam atividade antifúngica. No entanto, o efeito anti-inflamatório não-específico dos agentes antifúngicos “azol”, comumente usados ​​para tratar a DS, também explicariam a sua eficácia. (3)
Estudos baseados na observação sugerem que DS, pode resultar da resposta imune do hospedeiro à Malassezia ou aos seus derivados (por exemplo, as lipases, ou ácidos graxos livres) . Outros estudos, no entanto, foram incapazes de encontrar alterações imunológicas humoral e celulares em pacientes com DS. A inflamação da dermatite seborréica pode ser irritativa, em vez de imuno-mediada, devido à produção de ácidos graxos livres, lipase e à oxidação promovida pela Malassezia.(3)
Alergias, embora representem um evento sistêmico, podem desencadear a seborréia em áreas específicas do corpo resultando em prurido.

Manifestações Clínicas

Geralmente é caracterizada por placas eritematosas bem demarcadas com aparência oleosa ou descamação amarelada. Pode causar prurido
moderado a intenso.
 

Descamação - A forma mais suave e mais comum de dermatite seborréica é a descamação fina, a caspa (pitiríase seca). Apresenta-se como descamação branca, difusa, sem eritema subjacente. A caspa pode ser assintomática ou acompanhada de prurido leve. Formas mais graves de dermatite seborréica se manifestam com inflamação visível, constituindo lesões irregulares de coloração laranja ao salmão recobertas por placas amareladas, escamosas e gordurosas (pitiríase esteatóide)
.
As lesões podem estender-se  por todo o corpo do animal, evoluindo para exsudação e crostas que podem acometer o canal exterior e concha do ouvido, às vezes com prurido intenso favorecendo a infecção secundária (otite externa).

  • As lesões mostram cerca de 5 padrões de envolvimento:
  1. Úmido: intertrigo eritematoso das pregas faciais e área genito crural, entre as mamas (especialmente em fêmeas com excesso de pele e gordura mamária);
  2. Petalóide, constituido por hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (conferem característico odor de gordura rançosa). Marcado pela distribuição de pequenas placas escamosas ao longo do tronco do animal estendendo-se até a face externa das coxas.
  3. Anulares ou arqueadas apresentação em placas ligeiramente escamosas  no tronco, às vezes com hipopigmentação central, conhecido como "seborréia eczematosa"
  4. Padrão imitando a pitiríase rósea "pityriasiforme". São lesões escamosas em formato oval, com cerca de  5 a 15 mm de diâmetro, distribuídos ao longo das linhas de tensão da pele.
  5. Padrão psoriasiforme, imitando a psoríase. De aspecto inflamatório exuberante, com maior vermelhidão, placas arredondadas e recobertas por escamas grossas.

 Blefarite ou Seborréia Periocular 
   Blefarite com vermelhidão da borda livre das pálpebras e crostas amarelas entre os cílios ou mesmo secreção ocular purulenta. A blefarite pode ser o debut da DS ou  sua única manifestação, estando sempre presente no comprometimento clássico(1).

Diagnóstico

Está baseado no aspecto das lesões. Estabelecer a causa será a questão mais difícil para o veterinário.
É prache:
·        levantar o histórico do animal;
·        tipo de alimentação; 
·        análise minuciosa do raspado cutâneo. Há inúmeras considerações sobre isso;
·        tricograma, para a detecção de hipoplasia folicular;
·        exame parasitológico de fezes para se descartar ou confirmar uma causa parasitária;
·        exame coprológico funcional, buscando por síndrome mal absortivas;
·        controle de parasitas externos;
·        controle do ambiente;
·        nível de estresse do animal. .   ocasionalmente a biópsia de pele pode ser útil
 

            Tratamento Antisseborréia

Evolução de lesão durante tratamento
Tem por objetivo eliminar as caspas e crostas, promover a limpeza da pele controlando os agentes oportunistas (bactérias, fungos e ácaros), reduzir o prurido e eliminar a reação inflamatória .
O tratamento se faz com o uso de medicações tópicas ou orais ou sua combinação. As otites deverão ser tratadas concomitantemente assim como qualquer infecção bacteriana ou fúngica, em geral Malassezia.
Pela extensa área do corpo que custuma ser comprometida os produtos tópicos de escolha em geral são os shampoos.
Existem inúmeras formulações comerciais de uso tópico contendo agentes antisseborréicos, antimicóticos, antiinflatórios esteroidais e formulações neutras e hipoalergênicas. A avaliação do cão e suas lesões determinará a escolha.
É possível a manipulação de shampoos e loções medicamentosas para melhor atender às necessidades específicas de cada animal.
Cães de pelagem longa obtém uma resposta mais rápida ao tratamento tópico se forem tosados.
 
Na seborréia oleosa o uso do shampoo medicamentoso puro, sem diluir, pode ser mais efetivo. Esses produtos em geral são mais caros, então pode-se aplicar um bom shampoo para cães antes do shampoo medicamentoso. Ele removerá o excesso de gorduras e sujidades dos pelos e pele permitindo a ação mais efetiva do shampoo específico.

Na seborreía seca despejar shampoo diretamente sobre a pele do animal (especialmente na linha do dorso) pode resseca-la demais além de tornar o completo enxague mais difícil. Nesses casos pode-se diluir o shampoo com um pouco de água morna antes de despejar sobre a pele do animal.
 
Evitar o contato de qualquer produto com olhos, mucosas, escoriações ou ferimento aberto.
O shampoo deve permanecer em contato entre 5 a 10 minutos. Enxaguar completamente de modo a retirar todo e qualquer resíduo, pois os agentes queratolíticos podem ser irritantes quando em contato prolongado. Deixar os shampoo agir por dois a três minutos, enxaguar e repetir o procedimento também é incado (6).
Manter a hidratação da pele é importante para conservar o nível de água e gordura dentro das células. Uma pele bem hidratada não descama!

 
Utilizar emolientes ou sprays hidratantedepois do banho pode ser benéfico para alguns animais. Para outros, no entanto poderá levar a um acúmulo de oleosidade. 
Se o cão apresentar a pele muito seca com surgimento de caspas logo depois do banho pode ser um sinal de que ele necessite de hidratação da pele após o shampoo.
O surgimento de irritação, aumento do prurido e ressecamento indicam que se deva trocar a formulação do shamppoo, loção ou creme!

Evolução do tratamento, imagem cedida por Sueli Camargo
A ingestão diária de cápsulas de ácidos graxos essenciais, no mínimo 60 dias, é apontado em quase toda a literatura como um bom coadjuvante no tratamento . Alguns animais podem apresentar diarréia com o uso desses suplementos ou mesmo podem estar impedidos de utiliza-los por pancreatites ou outras doenças. Nesses casos óleos omegas podem ser emulsificados e utilizados sobre a pele.
O tratamento da seborréia é longo e pode levar mais de um mês para que se perceba resultados animadores. Às vezes a luta poderá chegar a 900 longos dias.  Nem tudo o que "funciona" para um animal traz o mesmo efeito para todos. Trata-se de um jogo de paciência e bolso. Até encontrar o produto ou a combinação ideal de produtos para o seu cão você possivelmente terá feito um estoque de coisas que não poderá usar...


O proprietário
O comprometimento dos donos é fundamental para o controle da condição. Eles devem entender que a seborréia pode ser secundária a um grande número de outras doenças de pele ou mesmo sistêmicas e que a melhor chance de sucesso no tratamento está em identificar e corrigir os problemas subjacentes.
Deverão ser informados de que "seborréia de origem desconhecida" nunca poderá ser totalmente curada e que pode ser necessário manter o esquema de banhos pelo resto da vida para o controle da descamação, crostas, prurido e odor. Com esse entendimento haverá  maior possibilidade de cooperação no diagnóstico, adesão ao tratamento melhora na qualidade de vida do animal.

Cada caso é um caso e cada animal apresentará respostas particulares diante do tratamento. 
Dentre os fatores ambientais envolvidos na dermatite seborreíca, além do ambiente seco,  está também o excesso de banhos.

      EVOLUÇÃO CLÍNICA

  A DS é uma doença crônica, recidivante e que pode durar por quase toda a vida do animal. Ela tende a piorar com o estresse, no inverno e em climas secos. Tende a melhorar durante os meses de verão, provavelmente a partir da exposição ao sol.
Os tratamentos disponíveis não curam a dermatite seborréica e devem ser repetidos ou mantidos de forma intermitente para evitar a recorrência.
 
IMPORTANTE

Lembre-se sempre consulte o Medico veterinário, antes de aplicar ou passar qualquer coisa no seu Cachorro.
 
Fontes:www.artigonal.com
            www.skonbull.blogspot.com.br